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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Bem-vinda!



                               Bem-vinda a esta terra

Que tem sol e lua cheia

Que tem mata e gaivota

Que tem mar por toda volta.



Bem-vinda aos meus braços,

Ao carinho da família,

Aos afetivos e fortes laços

que me ajudam no dia-a-dia.

Bem-vinda, pedaço de mim.

Tua chegada me renova

Meu amor foi posto à prova

Quando soube que virias.



Chegaste com o raiar do dia,

Com os sinos da capela

Pra mostrar a tua força

E comprovar que a vida é bela!



Vieste cercada de esperança

E sem medo do novo mundo.

Deus, num gesto de amor,

Te enviou dos céus, minha criança!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Luciano Martins, texto de Ana Echevenguá




Hoje, visitamos o atelier do grande artista plástico Luciano Martins na Lagoa da Conceição (Florianópolis-SC). Um local muito colorido e aprazível; paredes adornadas com vários de seus quadros.

Como ele nos disse que um dos objetivos do seu trabalho é repassar alegria, passei o resto do dia alegre. Além disso, vocês perceberam que todos os rostos tranquilos que ele reproduz provocam uma agradável sensação de paz?




A espiritualidade também está presente em sua coleção. Retratou vários santos, Chico Xavier e, recentemente, um magnífico Jesus Cristo. O mesmo sorriso tranquilo – característica marcante da sua obra – cujos braços abertos evocam mais proteção e amor do que o martírio da cruz. 



Falamos até sobre a morte e cemitérios, temas tão delicados! Luciano entende que os cemitérios devem ser alegres, com atrativos para visitação como já ocorre em vários países. Para que ali a morte não seja mais tratada como um ponto final, mas, sim, como continuidade da vida.

Saint-Exupéry escreveu que cada um que passa em nossa vida, deixa-nos um pouco de si mesmo. Desta forma, Luciano Martins, através de seu trabalho artístico talentoso, contagia-nos com beleza, alegria e paz... 




Ana  Candida  Echevenguá, OAB/RS  30.723, OAB/SC 17.413-A, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Coordenadora do Programa Eco&Ação, no qual desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: anaechevengua@gmail.com

sábado, 15 de outubro de 2016

A Arte da Dança de Beatriz Apati




Quinze de outubro é o Dia do Professor. A maior parte ama o que faz, dedica-se de corpo e alma à sua profissão, chora e ri com os resultados apresentados por  seus alunos.

Dentre estes profissionais talentosos e eficientes, destaca-se Beatriz Apati. Bailarina e coreógrafa, decidiu desenvolver o  ‘Projeto Dança para Todos’ no qual ministra aulas gratuitas de balé para meninas de família de baixa renda. Criou, assim, o Grupo Sapatilha dos Sonhos no qual suas aluninhas recebem a indumentária apropriada para balé. Antes de cada aula recebem também um lanche.



Beatriz pretende popularizar o balé clássico que, devido ao seu alto custo, tornou-se "privilégio de alguns". Então, ela é a moça que quer um balé pop para todos, democratizando a Arte da Dança!

O trabalho voluntário de Beatriz está em expansão. A convite da doutora Tânia Harada, passou a ministrar aulas para crianças carentes nas dependências da Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança, ao Adolescente e ao Idoso de Joinville-SC. 

Como isso foi possível? Desde que assumiu a Delegacia, doutora Harada criou espaços que facilitam a recepção e atendimento às vítimas. Por enquanto, são duas salas, uma para crianças e outra para adultos, com biblioteca, brinquedoteca, obras de arte e televisão. Em uma dessas salas, semanalmente, Beatriz repassa noções de dança.



Trabalho elogiável que possibilita nova perspectiva de vida e, até mesmo, encaminhamento para formação profissional na área de Dança.

Palmas para Beatriz Apati! Uma mulher que utiliza a Dança como um instrumento de inclusão social; que está contribuindo diretamente para o desenvolvimento físico, psicomotor, pessoal e social do ser humano.


Ana  Candida  Echevenguá, OAB/RS  30.723, OAB/SC 17.413-A, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Coordenadora do Programa Eco&Ação, no qual desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: anaechevengua@gmail.com

Professora Luiza, texto de Ana Echevenguá




Há professores que impactam positivamente a vida de seus alunos. Profissionais competentes, engajados com sua missão de repassar conhecimento.

Gosto de ler, de escrever porque fui aluna da professora Luiza Colares. Escola pública; que tempo bom! Ela nos incentivava a fazer redações sobre os mais variados temas; incentivava-nos à leitura constante... Levou um guarda-roupas para a escola, colocou-o sob uma das escadarias, encheu-o de livros e inaugurou a ‘Estante Literária’. 


Emprestava-nos com prazo certo para devolução, sob pena de multa. Com o dinheirinho das multas, comprava mais livros e a Estante crescia! Bendita professora Luiza que semeava livros à mão cheia! Quanta boa vontade! Ao contrário das demais professoras, ela ficava à nossa disposição na hora do recreio para este trabalho voluntário maravilhoso. 

Na ‘Estante’, tivemos acesso às obras de Paulo Coelho, Taylor Caldwell, Agatha Christie, Gibran Khalil Gibran, Sidney Sheldon, Harold Robbins, Morris West, Margaret Mitchell... autores que eram proibidos na biblioteca escolar convencional.



Ah! Ela também nos repassava importantes lições de vida que, talvez, na época, fossem de difícil assimilação. Lembrei-me de uma: certo dia, Ana Lucia chegou atrasada na sala de aula e justificou: 

- O relógio não despertou, professora. 

Professora Luiza, de forma delicada mas incisiva, disse:

- Não aceito sua desculpa. Quem tem compromisso em acordar cedo para vir à escola é você e não o relógio.

Provavelmente, Paulo Freire teria sentido orgulho do magistério de Luiza Colares. Porque ela não se limitou a nos transferir conhecimentos; ela viabilizou muitas “possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.
 
Com este relato, parabenizo a todos os professores pelo seu merecido Quinze de Outubro!




Ana  Candida  Echevenguá, OAB/RS  30.723, OAB/SC 17.413-A, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Coordenadora do Programa Eco&Ação, no qual desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: anaechevengua@gmail.com